Nos últimos anos, arquitectos, designers e decoradores voltaram a interessar-se pelos materiais naturais, entre os quais os de cortiça, que na multiplicidade dos produtos de decoração existentes com diferentes texturas, tons e cores, permitem a criação de ambientes originais para as mais diversas utilizações. O uso da cortiça na decoração tem aumentado a sua popularidade, quer para aplicadores profissionais, quer no domínio do do it your self. E, neste último caso, os modernos sistemas de aplicação (colagens, rolos, encaixes etc.) aumentam a sua facilidade de instalação. No âmbito do já referido Design para a Sustentabilidade e do Eco-Design é de destacar as propostas de alguns designers portugueses que optaram por introduzir esta matéria-prima tão marcadamente nacional, na concepção de vários objectos de uso quotidiano.
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Puf-Fup de Ana Mestre |
Num recente concurso de Design denominado "Design Cork for future, innovation and sustainability" foram apresentados 37 peças originais. Veja artigo sobre o concurso e a exposição e sítio da internet em www.designcork.com/ .
Uma designer japonesa Aya Koike também apostou no design de um sofá em cortiça. Sofa Brick - por ser ajustável a diversas situações - é a sugestão que pode visualizar em www.ayakoike.com/ .
Daniel Michalik é um designer de mobiliário americano que também escolheu a cortiça como material primordial. A aposta vai essencialmente para cadeiras e bancos. Pode ver as peças em www.danielmichalik.com .
De referir ainda o já mencionado novo banco automóvel, cujo assento em cortiça o torna três vezes mais leve e com metade do volume que os tradicionais bancos. Um protótipo inovador, inteiramente made in Portugal pela empresa Acecia e que já conquistou a poderosa indústria de componentes automóveis, estando previsto que os primeiros carros equipados saiam para o mercado a partir de 2008.
Finalmente, resta acrescentar que foi estudado um novo produto para limpeza/remoção de sujidades e depósitos existente em materiais expostos à poluição ambiental com base na projecção de partículas orgânicas obtidas na indústria corticeira como resíduos. Nesta área estão previstas novas aplicações como a limpeza de monumentos e de fachadas de prédios, podendo este vir a ser um importante campo de utilização de produtos de cortiça na construção civil.


