O investimento global da indústria da cortiça, nos últimos dez anos (não considerando os investimentos realizados integralmente sem qualquer co-financiamento de fundos públicos), foi de 482 milhões de euros. Uma componente relevante deste investimento (63 por cento) foi realizada com recurso a investimento privado, revelando um esforço de investimento superior a 304 milhões de euros.
O Programa de Incentivos à Modernização da Economia (PRIME) continua a ser o programa de incentivos com maior relevância para a fileira da cortiça, representando 64,8 por cento (312,2 milhões de euros) do investimento realizado no período 2000-2010 e correspondente a 74 projectos, dos quais cerca de 250 milhões de euros (80 por cento) foram investimento privado. O Sistema de Incentivos à Modernização Empresarial (SIME) foi aquele a que as empresas mais recorreram, representando cerca de 91,5 por cento do investimento total do PRIME para a fileira da cortiça.
Já no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) foram executados 104,7 milhões de euros. No que concerne à área de acções colectivas, a fileira da cortiça totaliza um investimento de cerca de 21,5 milhões de euros, referente a três projectos promovidos pela Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor). É de salientar o projecto InterCork – Promoção Internacional da Cortiça - com um valor total de investimento de 20,9 milhões de euros.
Quanto ao programa AGRO (Programa Operacional da Agricultura e Desenvolvimento Rural), para a acção 8.1 - Desenvolvimento Experimental e Demonstração - e a acção 3.4 – Colheita, Transformação e comercialização da Cortiça - foram investidos 50 milhões de euros, o que totaliza todas as áreas científicas. Já para a fileira da cortiça foram aprovados e executados 11 projectos (3,7 por cento do total de projectos apoiados), no valor global de cerca de 1,9 milhões de euros.
No âmbito dos projectos de Investigação & Desenvolvimento financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e considerando o período 2000-2009, o investimento totalizou cerca de 3,7 milhões de euros e 42 projectos. A distribuição do investimento FCT por área científica revela que são as ciências florestais onde se concentra grande parte do investimento (46,8 por cento).
O Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) foi o que suscitou menos investimento - 11,1 milhões de euros e 12 projectos desenvolvidos na medida 1.3.3 - Modernização e Capacitação das Empresas Florestais.
Ao nível do investimento em Inovação e Investigação & Desenvolvimento Tecnológico (I&DT), no período 2000-2010, (considerando os sistemas de incentivos PRIME, QREN, POAGRO e FCT), regista-se 85,9 milhões de euros, sendo que quase 50 milhões são investimento privado, o que é elucidativo quanto ao esforço que a fileira da cortiça desenvolveu, nos últimos anos, para proceder ao necessário reforço da competitividade tecnológica, na melhoria e/ou desenvolvimento de novos produtos, processos e sistemas.
Estes dados foram retirados do “Estudo de Caracterização Sectorial 2011”- disponível em www.apcor.pt/artigo/estudo-caracterizacao-sectorial-2011.htm, um projecto que teve o apoio financeiro do Programa COMPETE.
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