Fernando Lopes – Cortiças e Representações, Lda.

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Fernando Lopes – Cortiças e Representações, Lda.

A cortiça é um produto nobre e devemos trata-la como tal — Fernando Lopes, administrador da Fernando Lopes – Cortiças e Representações Lda.

A empresa Fernando Lopes – Cortiças e Representações, Lda. nasceu em 1985 para colocar em prática a aspiração de Fernando Lopes, proprietário da mesma. “Desde 1976 que trabalhava por conta de outrem no sector, mas resolvi arriscar e lançar o meu próprio negócio”, explica o empresário. Na altura, a empresa, situada na Zona Industrial do Casalinho, em Lourosa, abriu apenas com dois trabalhadores e só no ano seguinte é que cresceu, contratando mais pessoas – nos dias de hoje conta com cinco colaborares.

A compra de rolhas em bruto e a sua transformação para venda ao cliente final e ainda a prestação de serviços são as duas valências da Fernando Lopes – Cortiças e Representações, Lda. Lavação, desinfecção, revestimento, tratamento, marcação e embalagem são algumas das actividades que a empresa está apta para fazer, essencialmente para as rolhas naturais, colmatadas e aglomeradas.

A venda directa às caves e engarrafadores de vinho, em países como França (principal mercado), Espanha, Bélgica e Itália representam 70 por cento do negócio da empresa, que chega a transaccionar oito a dez milhões de rolhas por ano.

Certificados pelo Systecode – sistema de certificação das empresas mediante o Código Internacional das Práticas Rolheiras – desde 2001, têm renovado a cada ano a acreditação. “Acredito que este sistema tem muitas vantagens para a empresa. Permite-nos trabalhar melhor, com mais rigor. Mas acima de tudo permitiu elevar o nível de qualidade do produto de um modo geral”, explica Fernando Lopes. E continua: “temos um produto nobre para trabalhar e devemos agir como tal. Se todos trabalharem bem a imagem do produto sai reforçada.” O empresário compara, ainda, a forma de elaborar o produto quando entrou no sector e os dias de hoje: “antigamente cada um fazia como achava melhor, não havia linhas de conduta a seguir. Hoje, temos mais linhas de orientação, para além de que conseguimos identificar os problemas que existem e corrigi-los. O Systecode serviu para sensibilizar os empresários do sector para determinadas questões, consciencializa-los dos problemas e facultar-lhes conhecimento para agir em conformidade.” Ainda assim o empresário aponta algumas melhorias ao sistema: “há determinadas situações que deveriam ser ajustadas à realidade das empresas. Não temos todas as fases do processo a funcionar todos os dias e, por isso, não faz sentido ter uma máquina trabalhar o dia todo da auditoria só porque assim tem de ser.” E alerta: “alguns auditores deveriam estar mais sensibilizados para a realidade das micro empresas, perceber que isto é um sistema evolutivo e deveriam ter um carácter mais educativo na auditoria. A intransigência não ajuda à evolução do sector.”

Mais apoio ao associado

Fernando Lopes reclama por mais apoio da APCOR no que toca ao Direito Internacional. “Já tive alguns problemas com clientes no estrangeiro e não soube como agir. Era bom que a APCOR pudesse encaminhar os associados nesta matéria, explicando os passos que podem seguir em casos deste tipo.” A elaboração, por exemplo, de protocolos com gabinetes de advogados especialistas nesta área é uma das sugestões deixadas pelo empresário. O administrador da Fernando Lopes – Cortiças e Representações, Lda. sugere também um trabalho mais efectivo na identificação do vedante no rótulo do vinho. “O consumidor de vinho tem o direito de saber qual é o vedante que está a comprar”, afirma. Regista ainda que “há vinhos de outros países, de determinadas regiões, onde a utilização da cortiça é obrigatória. E em Portugal, sendo nós líderes do sector, isto não acontece.”

Quanto ao futuro, Fernando Lopes acredita que a cortiça vai continuar a fazer parte dele. O mesmo espera em relação à sua empresa, mas isso caberá ao filho, Bruno Lopes, decidir. “Até à reforma estarei cá, porque este é o meu trabalho, depois disso passo o testemunho ao meu filho e ficará nas mãos dele o crescimento e continuação da empresa.”

In, Notícias APCOR Outubro Novembro Dezembro de 2012

Associado nr. 122
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