Jofecargo – Cortiças, Lda.

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Jofecargo – Cortiças, Lda.

Estou sempre disponível para evoluir no negócio — Fernando Cardoso, sócio-gerente da Jofecargo – Cortiças, Lda.

Joaquim Fernando Cardoso Gomes é o nome que dá origem à Jofecargo – Cortiças, Lda. O empresário – mais conhecido por Fernando Cardoso – lançou-se, em 1986, numa empresa em nome individual. Três anos mais tarde, juntamente com a sua esposa, Maria de Fátima Gomes Carneiro, abre em sociedade a Jofecargo-Cortiças, Lda. Mas o contacto do empresário com a cortiça já vem de tenra idade. O pai tinha uma pequena empresa e Fernando Cardoso habituou-se desde muito novo às lides da fábrica. O negócio do pai passou depois para ele, para mais dois irmãos e um cunhado. Mas esta experiência foi curta e todos quiseram abrir as suas empresas. “De uma família de 12 irmãos, 10 tinham empresas de cortiça. Entretanto foram fechando e hoje apenas eu e mais dois irmãos ainda por cá andamos”, conta Fernando Cardoso.

Jofecargo, Lda produz 40 milhões de rolhas/ano

No início da empresa contava com seis colaboradores, mas foram crescendo e hoje já têm 21 funcionários (incluindo a gerência). Dedicados às rolhas naturais, contando anualmente com uma produção de 40 milhões, já exportaram para vários mercados (Itália, Espanha, EUA, França, Áustria, Bélgica e Alemanha), mas hoje dedicam-se quase em exclusivo ao mercado interno.

Desde 2001, a Jofecargo- Cortiças, Lda é certificada pelo Systecode – Sistema de certificação das empresas mediante o Código Internacional das Práticas Rolheiras. “Temos de estar sempre disponíveis para evoluir e encarar o negócio também com esta perspectiva. Este sistema abriu mentalidades e aos poucos está a permitir mudanças muito positivas para todo o sector”, comenta o empresário. E continua: “o vinho é para consumo e temos de ter em atenção que a rolha de cortiça é um produto que está em contacto com o alimento”.

Empresa prepara expansão para nova fábrica

Fernando Cardoso vê o futuro com alguma prudência, mas também com esperança. “Temos alguns projectos que gostaríamos de dar continuidade. A empresa nasceu e cresceu em Lourosa, mas agora sinto que precisamos de um novo espaço para poder fazer cada vez melhor o nosso trabalho. Já temos inclusive um espaço e um projecto para uma nova fábrica na Zona Industrial de Fiães, mas só o tempo dirá se podemos ou não avançar”, explica o empresário. A passagem de testemunho para o seu filho será também mais um motivo para este crescimento da empresa. E mais uma vez o sócio-gerente afirma: “estamos a caminhar devagar, com cautela, mas tenho esperança que a empresa continue a ser o negócio da família.”

Mais qualidade para a cortiça

A ajuda aos associados em matérias diversas, o envio de informação útil e os vários projectos que a associação desenvolve são alguns dos pontos que Fernando Cardoso destaca e que faz com que a Jofecargo, Lda. seja associada da APCOR.

“Já participamos no Formação PME. O programa possibilitou a formação dos nossos colaboradores em diversas áreas. Considero, no entanto, que nas áreas mais específicas da cortiça, os formadores deveriam ter um conhecimento mais aprofundado, para que possam transmitir informação nova aos colaboradores das empresas.”

Do ponto de vista mais sectorial, Fernando Cardoso considera que “o TCA é um problema que a indústria tem em mãos e que tem tido dificuldade em resolver, mas acredito que é possível trabalhar para ultrapassar este obstáculo.” O empresário sugere medidas mais eficientes ao nível do montado, maior apoio político para o sobreiro, mais incentivos à plantação de novas árvores e ao tratamento das existentes, mais medidas de prevenção e combate aos fogos, entre outras. Tudo isto para que, na opinião de Fernando Cardoso, “se consiga cortiça com cada vez mais qualidade.”

In, Noticías APCOR Julho Agosto Setembro 2013

Associado nr. 125

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