Abrigo em cortiça premiado pelo Guggenheim

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O “CBS – Cork Block Shelter ” é o nome do abrigo construído em cortiça pelo arquitecto David Mares e que venceu, na passada semana, um concurso lançado pelo Museu Guggenheim, de Nova Iorque.
 
Este museu de arte moderna e contemporânea lançou um desafio internacional de design chamado “Shelter Competition” (Competição de Abrigos) onde convidava todos os concorrentes a enviar um projecto 3D de um abrigo de acordo com as regras doconcurso – conceber um espaço para a habitação de uma única pessoa, desenha-lo no Google SketchUp (programa especifico de desenho) e coloca-lo num lugar qualquer na terra através do Google Earth. Seguindo as ideias de Frank Lloyd Wright – arquitecto que concebeu o Guggenheim – o projecto devia estar, ainda, em harmonia com o espaço natural envolvente.

 Exterior do abrigo em cortiça

 

O “Abrigo da Cortiça” foi construído totalmente em cortiça e colocado no Vale dos Barris, Setúbal – região onde também se pode encontrar montado de sobro. “Este projecto consiste numa caixa de cortiça, que tem alguma dinâmica nas fachadas, o que quero dizer com isto, é o facto de que a caixa pode apresentar-se aberta ao exterior, com um rasgo que permite desfrutar das vistas, ou pode fechar-se por completo conferindo sossego e privacidade ao seu ocupante”, explicou David Mares à Associação Portuguesa de Cortiça (Apcor).

 Interior do Cork Shelter

 

O projecto do jovem arquitecto foi, primeiramente, seleccionado de entre 600 projectos de 68 países. Numa segunda etapa, o Cork Shelter e mais nove projectos estiveram em votação on-line durante cerca de um mês. O projecto português saiu vencedor ao arrecadar quase 65 mil votos – o segundo classificado, Gonzalo Raymundo, não conseguiu chegar aos 20 mil. O arquitecto português, para além de considerar “uma honra” a vitória conseguida, refere que a mesma “se deve não só ao facto de ser um projecto português, feito por um português, mas também à aplicação da cortiça, que é um material que oferece um bom isolamento térmico, acústico e é um bom impermeabilizante, a juntar a estas características está o facto de ser ecológico e de Portugal ser o maior exportador mundial desta matéria-prima.”
 
 Em termos arquitectónicos, David Mares, considera a cortiça como um material “interessantíssimo visto ser um material natural que tem óptimas características técnicas e que tem uma textura agradável à vista”. Refere, ainda, que o “desconhecimento do material” deve ser a principal causa para a cortiça não estar na preferência dos arquitectos.
 
Para já, afirma que “está tudo muito insípido, mas já houve demonstração de interesse em pôr em prática este projecto”.
 
 
Notas ao editor
 
Associação Portuguesa de Cortiça (Apcor)
 
A Apcor tem como missão representar e promover a indústria portuguesa da cortiça, representando cerca de 250, que no seu conjunto são responsáveis por cerca de 80% da produção nacional total e 85% das exportações de cortiça. É também responsável pelo desenvolvimento de acções de promoção e valorização da cortiça através da realização de iniciativas de carácter nacional e internacional, disponibilizando, ainda, um centro de informação.
 
Para mais informações, contacte, por favor:
Joaquim Lima
Director Geral
Tel. 22 747 40 40
E-mail: realcork@apcor.pt
www.apcor.pt
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