Exportações de cortiça crescem 7,8%

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Diario Económico

Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), As exportações portuguesas de cortiça registaram, no primeiro semestre de 2015, um aumento de 7,8% em valor face a 2014, totalizando 473,2 milhões de euros. No que toca ao volume exportado, a tendência foi contrária, sendo que de 2014 para 2015 registou-se uma diminuição de 2,6%, o que significou uma redução de 94,6 milhares de toneladas para 92,1 milhares de toneladas exportados.

Ao comparar o valor das exportações de cortiça com as exportações totais do país, regista-se que o sector acompanhou a subida das exportações de Portugal que tiveram um aumento de 9% em Junho de 2015, face ao período homólogo de 2014. De notar, ainda, que as exportações portuguesas de cortiça representam 1,8% das exportações portuguesas.

Em relação às importações portuguesas de cortiça, no primeiro semestre de 2015 registou-se um aumento de 4,2% em valor e uma diminuição de 9,2% em massa, em relação ao período homólogo do ano anterior, atingindo valores de 64,7 milhões de euros e 31,8 milhares de toneladas (resulta que o saldo da balança comercial de produtos de cortiça, cifrou-se em 408,5 milhões de euros, o que equivale a uma taxa de cobertura das exportações face às importações de 731%).

As rolhas de cortiça continuam a liderar as exportações portuguesas de cortiça, assumindo o valor de 342,1 milhões de euros exportados no primeiro semestre de 2015 (72,3%), seguido da cortiça como material de construção com 117,8 milhões de euros (24,9%). A exportação de cortiça enquanto matéria-prima assume a fatia de 4,4 milhões de euros (0,9%) e os restantes 8,9 milhões de euros (1,9%) são preenchidos pelos restantes produtos fabricados e destinado a fins tão variados como, por exemplo, o vestuário, calçado, indústria automóvel, entre outros.

As rolhas de cortiça natural continuam a liderar as exportações portuguesas de rolhas de cortiça, assumindo o valor de 216,4 milhões de euros exportados no primeiro semestre de 2015, o que equivale a 63,3% do total exportado de rolhas de cortiça. As rolhas de champanhe assumem o valor de 63,4 milhões de euros (18,5%) e os restantes tipos de rolhas, assumem o valor de 62,2 milhões de euros (18,2%).

Dos dez principais países importadores dos produtos portugueses de cortiça, que representam cerca de 82% do total exportado por Portugal, seis pertencem à Europa, sendo de destacar a liderança da França, (55%), sendo os restantes 27% distribuídos pelos EUA, Chile, China e Argentina.

EUA é agora o principal mercado com 20,19% do total exportado, equivalendo a 95,5 milhões de euros, seguido da França com 18,9% e 89,4 milhões de euros.

Segundo o Presidente da Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor), João Rui Ferreira “este aumento das exportações é um facto muito positivo e resulta, claramente, da estratégia que o sector definiu e colocou em prática.”

O presidente da Apcor regista, ainda, que “para dar continuidade a esta tendência de crescimento devemos olhar para três eixos fundamentais: contribuir activamente para o esforço de ter em Portugal montados que possam produzir mais e melhor cortiça; dar continuidade ao esforço industrial para o aumento da fiabilidade dos nossos produtos e, ainda, e com particular relevância, o crescimento do valor acrescentado das nossas exportações, suportado, por um lado, na promoção internacional e, por outro, no desenvolvimento de soluções inovadoras.”

 

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