Exportações de cortiça crescem 1,5%

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As exportações portuguesas de cortiça registaram, em 2014, um aumento de 1,5% face a 2013, o que significou um valor de 846 milhões de euros, segundo os dados provisórios lançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). No que toca ao volume exportado, a tendência foi contrária, sendo que de 2013 para 2014 registou-se uma diminuição de 9,5%, o que significou uma descida de 201,2 milhares de toneladas para 181,9 milhares de toneladas (figura1).  

De destacar, ainda, que de 2009, o pior ano na última década para o sector da cortiça, para 2014 registou-se um aumento de 21,2% nas exportações portuguesas de cortiça, o que, para o presidente da Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor), “reflecte a capacidade de resposta deste sector a períodos mais adversos.” O dirigente refere, ainda, que “este crescimento resulta do esforço das empresas na melhoria da performance dos seus produtos, em particular, as rolhas de cortiça e, consequentemente, o reconhecimento do mundo vinícola por este esforço.”

O presidente da Apcor regista, ainda, que “para dar continuidade a esta tendência de crescimento devemos olhar para três eixos fundamentais: contribuir activamente para o esforço de ter em Portugal montados que possam produzir mais e melhor cortiça; dar continuidade ao esforço industrial para o aumento da fiabilidade dos nossos produtos e, ainda, e com particular relevância, o crescimento do valor acrescentado das nossas exportações, suportado, por um lado, na promoção internacional e, por outro, no desenvolvimento de novas soluções.” “É com esta ambição que olhamos para um novo ciclo que se aproxima, certos que os empresários irão, uma vez mais, apoiar a Apcor neste desafio”, conclui o presidente.

Ao comparar o valor das exportações de cortiça com as exportações totais do país, regista-se que o sector acompanhou a subida das exportações de Portugal que tiveram um aumento de 1,9% face a 2013. De notar, ainda, que as exportações portuguesas de cortiça representam 1,8% das exportações portuguesas.

Em relação às importações portuguesas de cortiça, no ano de 2014, registou-se uma diminuição de 4,3% em valor e 9% em massa, em relação ao período homólogo do ano anterior (figura 2), atingindo valores de 127,7 milhões de euros e 71,3 milhares de toneladas (figura 2).

 

Da conjugação dos dados anteriormente apresentados, resulta que o saldo da balança comercial de produtos de cortiça, em 2014, cifrou-se em 718,3 milhões de euros, o que equivale a uma taxa de cobertura das exportações face às importações de 662%.

As rolhas de cortiça continuam a liderar as exportações portuguesas de cortiça, assumindo o valor de 592,5 milhões de euros exportados (70%), seguido da cortiça como material de construção com 222,6 milhões de euros (26,3%) (figura 3).

De realçar que a exportação de rolhas de cortiça cresceu 3,75% face a 2013, com destaque para as rolhas naturais que cresceram cerca de 5% (figura 4).

Relativamente aos países importadores de produtos de cortiça, a França continua a ser o principal mercado com 18,84% do total exportado, equivalendo a 159,3 milhões de euros, seguido dos EUA com 17,98% e 152,1 milhões de euros (figura 5).

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Notas ao editor

Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor)

É a única associação nacional que representa a indústria de transformação da cortiça. Nasceu em 1956, em Santa Maria de Lamas, concelho de Santa Maria da Feira, no coração da indústria da cortiça.

Possui mais de 270 associados, que representam 80 por cento da produção nacional e 85 por cento das exportações de cortiça e que cobrem todos os sub-sectores da indústria – preparação, transformação e comercialização.

Promover e valorizar a cortiça e os seus produtos, assim como representar e apoiar as empresas do sector nos mais variados domínios são os objectivos da Apcor. Principais áreas de intervenção: Internacionalização; Inovação e Desenvolvimento; Informação; Serviços de Apoio; Qualidade; Contratação Colectiva; e Cooperação Institucional.

 

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