InterCork vai promover a cortiça em Espanha

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Diario Económico

O mercado espanhol irá contar, brevemente, com acções de divulgação e comunicação da cortiça, no âmbito do InterCork II – Promoção Internacional da Cortiça. Este programa, que foi prolongado por mais seis meses – até Junho -, contemplou Espanha como um dos mercados-alvo para a cortiça, não só pelo facto de ser um país produtor de vinhos, mas também porque assume a segunda posição, logo depois de Portugal, no sector da cortiça.

Quer ao nível da produção (representa mais de 30 por cento da produção da cortiça) e da indústria (é o segundo maior exportador com mais de 210 milhões de euros), quer ao nível do consumo dos produtos finais (é o terceiro maior importador dos produtos portugueses com mais de 89 milhões de euros), Espanha é um mercado fundamental para a cortiça. O país vizinho surge no segundo lugar no que toca à representação do sector, com destaca para três regiões – Andaluzia, Extremadura e Catalunha -, a saber: tem 506 mil hectares de sobreiro que representam 25 por cento do total mundial, donde se extraem 88.400 toneladas de cortiça que representam 30 por cento da produção de cortiça a nível mundial; e acolhe cerca de 150 empresas que empregam um total de cerca de dois mil trabalhadores, que na época do descortiçamento ascendem a três mil.

Ao nível da cadeia de valor, a indústria da cortiça espanhola divide-se em dois tipos de cluster: por um lado, a preparação, centrada, essencialmente, na Andaluzia e Extremadura, e, por outro lado, a fabricação de rolhas para vinhos tranquilos e espumantes, concentrada, predominantemente, na Catalunha. O sector da cortiça espanhol produz 3.000 milhões de rolhas, dos quais 1.300 milhões destinam-se a espumantes e 1.700 milhões a vinhos de mesa.

No que toca à representatividade vitivinícola, Espanha está na terceira posição ao nível da produção de vinhos, com uma média de 37 milhões de hectolitros produzidos em 2014, um valor que diminuiu face a 2013 quando se registou 45 milhões de hectolitros, segundo dados da Organização Internacional do Vinho e da Vinha (OIV). No comércio externo, Espanha continua a assumir uma posição de destaque. Segundo os dados da GTA, Espanha é o principal exportador mundial de vinho e mosto ao nível do volume (21,1 milhões de hectolitros) e o terceiro ao nível de valor (2.524 milhões de euros). O preço médio de exportação do vinho é de 1,16 € por litro.

Em relação ao consumo, o país vizinho, desde há uma década a esta parte, tem assistido a diminuição de cerca de 15 por cento (entre 2000-2012). Estima-se que o consumo per capita seja de 19,9 Litros/pessoa, segundo dados da OIV de 2013, o que perfaz um total de 9 milhões de hectolitros totais.

De registar que o consumidor espanhol prefere a rolha de cortiça para as garrafas de vinho e cava, com 92 por cento, sendo que 86 por cento refere que a rolha de cortiça preserva melhor o vinho e o cava do que um vedante de outro material.

É com base neste cenário que a Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor) e as suas congéneres espanholas vão levar a cabo acções de relações públicas, marketing digital e distribuição de materiais e informação sobre a cortiça sob a mensagem “El Corcho: preserva lo bueno” (Cortiça: preserva as coisas boas).

info@apcor.pt

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