José Luís Peixoto apadrinha e planta um sobreiro nos jardins da AR

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A Assembleia da República e a Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor) vão celebrar o 1º Aniversário da Elevação do Sobreiro a Árvore Nacional de Portugal com a plantação de um sobreiro nos jardins da AR. Este sobreiro será plantado por José Luís Peixoto – escritor e natural de Galveias, Ponte de Sor, Alentejo – que apadrinhou esta árvore.

O acto simbólico decorrerá no dia 19 de Dezembro, às 14h30, e contará com a presença de Deputados e do Presidente da Comissão de Agricultura e Mar, Deputado Vasco Cunha, em representação da Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, do presidente da Apcor, João Rui Ferreira, e outras personalidades que neste dia irão celebrar a importância desta espécie para o nosso país.

A Assembleia da República tem sido muito sensível a esta temática, nomeadamente através dos trabalhos desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho do Sobreiro (X Legislatura), de que resultou a Resolução da Assembleia da República n.º 26/2007, de 21.06.2007 (Defender o montado, valorizar a fileira da cortiça), aprovada por unanimidade. 

Para o presidente da Apcor “a celebração deste dia tem como intuito dignificar uma árvore tipicamente portuguesa e, como tal, valorizar o nosso país enquanto detentor de uma espécie florestal única à escala mundial. Portugal é líder na área mundial de sobreiro, assim como na produção da cortiça, por isso quer a resolução aprovada o ano passado, quer este acto simbólico que vamos levar a cabo, demonstra a importância que todos devemos ter para com esta espécie. O sobreiro deverá ser a árvore de todos os portugueses.”

O padrinho do sobreiro, José Luís Peixoto, considera que: “esta ação não é mais do que o reconhecimento da importância desta espécie para o nosso país, a nível ambiental, social e económico. A preservação desta espécie deve ser uma atitude de todos. O sobreiro é uma árvore com características fenomenais e, por isso, devemos trata-lo com todo o carinho.”

 

Para mais informações:

Assembleia da República
Palácio de S. Bento – 1249-068 Lisboa
Telefone: 21 391 9413 E-mail: Comissao.7A-CAMXII@ar.parlamento.pt
http://www.parlamento.pt/sites/com/XIILeg/7CAM/Paginas/default.aspx

 

Apcor
Joaquim Lima
Tel. 227 474 040 / 918 101 882
E-mail: realcork@apcor.pt
www.apcor.pt

 

Notas ao Editor

 

Sobreiro – dados relevantes

  • 2,1 milhões de hectares de área total de montado, limitado à região mediterrânica;
  • Portugal é o país com maior área, com 34% do total mundial;
  • Portugal é o maior produtor mundial de cortiça, com 49,6%;
  • 716 mil hectares de sobreiro em Portugal, representado a terceira espécie portuguesa e ocupando 22,5% da área de povoamentos florestais;
  • Vive em média 150-200, sendo que a cada nove anos a cortiça pode ser extraída sem danificar a árvore;
  • O montado pode fixar cerca de 6 toneladas de CO2 por hectare e ano, o que corresponde, no caso de Portugal a mais de 4 milhões de toneladas de CO2 por ano, e 14 milhões de toneladas de CO2, por ano, em todo o mundo;
  • As florestas de sobro asseguram uma grande biodiversidade natural em fauna selvagem – 24 espécies de répteis e anfíbios (53% da população portuguesa), mais de 160 espécies de aves e 37 espécies de mamíferos (60% dos mamíferos portugueses) – e flora, com 135 espécies de plantas por 1000 m2.

 

Apcor – Associação Portuguesa da Cortiça

É a única associação nacional que representa a indústria de transformação da cortiça. Nasceu em 1956, em Santa Maria de Lamas, concelho de Santa Maria da Feira, no coração da indústria da cortiça.

Possui mais de 250 associados, que representam 80 por cento da produção nacional e 85 por cento das exportações de cortiça e que cobrem todos os sub-sectores da indústria – preparação, transformação e comercialização.

Promover e valorizar a cortiça e os seus produtos, assim como representar e apoiar as empresas do sector nos mais variados domínios são os objectivos da Apcor. Principais áreas de intervenção: Internacionalização; Inovação e Desenvolvimento; Informação; Serviços de Apoio; Qualidade; Contratação Colectiva; e Cooperação Institucional.

José Luís Peixoto

Nasceu a 4 de Setembro de 1974 em Galveias, Ponte de Sor. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias traduzidas num vasto número de idiomas e estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, recebeu o Prémio Literário José Saramago com o romance Nenhum Olhar, que foi incluído na lista do Financial Times dos melhores livros publicados em Inglaterra no ano de 2007, tendo também sido incluído no programa Discover Great New Writers das livrarias norte-americanas Barnes & Noble. O seu romance Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, atribuído ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha em 2007. Em 2008, recebeu o Prémio de Poesia Daniel Faria com o livro Gaveta de Papéis. Os seus romances estão publicados na Finlândia, Holanda, no Brasil, nos Estados Unidos, entre outros países, estando traduzidos num total de vinte idiomas.

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