Rolhas de cortiça foram rainhas

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Diario Económico

As rolhas de cortiça portuguesas foram as rainhas nos últimos dias do ano. Devido à época festiva o consumo de vinho e de champanhe aumenta e milhões de pessoas em todo o mundo têm contacto com este produto nacional.

Portugal produz diariamente cerca de 40 milhões de rolhas de cortiça, sendo que cerca de 95 por cento são para exportação. Aliás este é o principal produto exportado do sector a representar mais de 70 por cento, com 342,1 milhões de euros no primeiro semestre de 2015, e a totalizar 592,6 milhões de euros, em 2014.

Dentro do segmento das rolhas, as naturais surgem em primeiro lugar com 62 por cento e 367,2 milhões de euros, o segundo lugar é ocupado pelas rolhas de champanhe, com 20 por cento e 117,2 milhões de euros, e por último as rolhas de outro tipo (aglomeradas, micro e outras técnicas), com 18 por cento e 108,2 milhões de euros (dados de 2014). Para 2015, os números não fugiram muito à regra: as rolhas de cortiça natural continuam a liderar as exportações portuguesas de rolhas de cortiça, assumindo o valor de 216,4 milhões de euros exportados, o que equivale a 63,3% do total exportado, as rolhas de champanhe representaram 63,4 milhões (18,5%) e as outras rolhas chegaram aos 62,2 milhões de euros (18,2%).

Em 2014, o principal país consumidor de rolhas foi a França, com 150,4 milhões de euros, divididas por: rolhas naturais – 89,6 milhões; champanhe – 32,5 milhões de euros; e outro tipo de rolhas – 28,3 milhões de euros. Os EUA surgem logo em segundo lugar com números muito próximos, 119,2 milhões de euros importados de rolhas nacionais, o que significou: 89,4 milhões para rolhas naturais; 19,3 milhões para champanhe e 10,5 milhões para outro tipo de rolhas. Itália ocupa também um lugar de destaque neste ranking, assumindo o terceiro lugar com 75,8 milhões de euros, divididos por: 31,5 milhões para as rolhas naturais; 27,2 para as rolhas de champanhe e 17,1 milhões para os outros tipos de rolha.

Partindo do pressuposto que estes três países produzem cerca de 114 milhares de hectolitros de vinho, o que significa quase metade do total mundial produzido, e que a cortiça representa cerca de 12 mil milhões de rolhas no mercado mundial de vedantes, facilmente se percebe o porque da cortiça ter assumido uma posição de destaque nesta altura do ano. Como referiu o presidente da Associação Portuguesa de Cortiça (Apcor) ao Jornal I “são grandes dias de celebração em que a cortiça portuguesa está sempre presente”. E acrescentou: “Das cerca de mil milhões de rolhas de cortiça para champanhe que são anualmente vendidas em todo o mundo, mais de 50 por cento são de fabrico português.” Assim, e como estimou o mesmo jornal, cerca de quinhentos milhões de rolhas de cortiça portuguesa saltaram das garrafas de champanhe um pouco por todo o mundo quando soaram as 12 badaladas na noite de ano novo. É motivo para dizer “um brinde à cortiça nacional”.

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