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Cortiça: Cultura, Natureza, Futuro

A APCOR tem promovido, apoiado e implementado diversos programas de forma a incrementar o desenvolvimento da indústria portuguesa da cortiça em variadas áreas de atuação. A APCOR aposta fortemente em campanhas de comunicação e informação da cortiça em mercados externos, na Europa, Ásia, América e Oceânia.

Nos últimos 15 anos, a APCOR investiu 41,3 milhões de euros em seis campanhas de comunicação que envolveram 20 países. Em 2000, começou com uma campanha dirigida em exclusivo ao Reino Unido, o Cork 2000, para logo partir para mais mercados. A promoção da rolha de cortiça foi o primeiro enfoque, mas logo se abrangeu os materiais de construção, decoração e design feitos com a casca do sobreiro. Criaram-se gabinetes de imprensa para informar sobre a cortiça, lançaram-se campanhas de publicidade, a cortiça conquistou um lugar de destaque nas redes sociais e marcou presença nas principais feiras mundiais de vinho e decoração, organizaram-se seminários e workshops e promoveu-se a vinda a Portugal de líderes de opinião e jornalistas de todo o mundo. Paralelamente, a APCOR desenvolveu programas de apoio direto às empresas e ao setor.

Numa das campanhas de comunicação, José Mourinho, treinador português, deu o rosto pela cortiça no Reino Unido. O reconhecido chef italiano Carlo Cracco, o crítico brasileiro de vinhos Carlos Cabral e a apresentadora alemã Eva Brenner tornaram-se embaixadores da cortiça, comunicando ao mundo as potencialidades e utilizações de um material 100% natural.

Projetos de comunicação

InterCork II – Promoção Internacional da Cortiça

Manter, recuperar e aumentar a quota das rolhas de cortiça nos mercados tradicionais, conquistar os novos mercados da rolha e aumentar a quota dos materiais de construção e decoração foram os objetivos deste programa. O InterCork II chegou à Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Canadá, França, Itália e China (mercados de continuidade) e ao Brasil e Escandinávia (novos mercados).

“Cortiça: Cultura, Natureza e Futuro” permaneceu como mensagem chave para apresentar a cortiça como um material natural, ecológico, amigo do ambiente e com provas dadas em termos de qualidade e performance em vários produtos e como material de design e de inovação.

A campanha focou-se no consumidor e nos líderes de opinião. Os primeiros continuam a ser os maiores aliados da cortiça. Os segundos são os principais influenciadores junto das caves, supermercados e consumidores.

Trata-se de um investimento de 7,3 milhões de euros, financiado em 80% pelo programa Compete (Programa Operacional Temático Fatores de Competitividade) e em 20% pelos associados da APCOR e associações congéneres nos vários países.

Para saber mais informações aceder aos sítios e redes sociais nos vários mercados.

Intercork I – Promoção Internacional da Cortiça

O maior programa de comunicação que a APCOR desenvolveu quer a nível do investimento financeiro, quer a nível dos países abrangidos e metas a atingir. Surgiu para promover a rolha de cortiça e os materiais de construção e decoração. A cortiça foi apresentada como um produto natural, moderno e elegante, associada à ideia do eco-design, com características técnicas e sensoriais únicas. A cortiça aparece aliada à tradição e imagem vinícola. O conforto, a estética e a qualidade do produto estiveram nas mensagens a transmitir.

França, Itália, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos da América foram os países escolhidos para a promoção da rolha de cortiça. Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Rússia, Japão, Bélgica, Holanda, China e Emirados Árabes Unidos para promoção dos materiais de construção e decoração e design.

Um investimento orçado em 21 milhões de euros, com um apoio de 80% do Compete (Programa Operacional Temático Fatores de Competitividade) e em 20% pelos associados da APCOR e associações congéneres nos vários países.

Programa Campanha Internacional da Cortiça (CIC)

O objetivo da CIC foi a promoção da rolha de cortiça para responder às crescentes ameaças colocadas pelos vedantes sintéticos e pelas cápsulas de rosca (screwcaps). A APCOR assumiu a responsabilidade da sua implementação numa parceria com a AICEP, no âmbito do Programa de Incentivos de Modernização à Economia (PRIME).

A CIC teve três fases de execução. A CIC I foi desenvolvida entre 2001 e 2003 em 10 países (Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, França, Espanha, Itália, Alemanha, África do Sul, Chile e Argentina). A CIC II desenrolou-se entre setembro de 2005 e setembro de 2006 em três mercados (Reino Unido, Estados Unidos e Austrália). A CIC III esteve em França e Alemanha de novembro de 2007 a março de 2008.

Projetos de apoio às empresas e ao setor

Subervin

O projeto, que terminou em junho de 2015, promoveu várias ações para alcançar a excelência em toda a cadeia da cortiça que tem na indústria do vinho um dos seus clientes-chave. Disponibilizar aos produtores de vinho informações úteis e objetivas sobre os benefícios de se usar cortiça foi, também, um dos propósitos deste programa que valorizou a sustentabilidade do montado de sobro, como um habitat a preservar. Empresas de extração e processamento de cortiça, especialistas e consumidores de vinho, associações de restauração, hotelaria e sommeliers, estudantes de Enologia, foram o público-alvo.

Mais informações em www.subervin.eu .

Programa CorkAção

Reforçar a competitividade da indústria portuguesa da cortiça foi o principal objetivo deste programa que teve a duração de dois anos. A modernização da indústria, através da mudança na cultura organizacional das empresas de forma a contribuir para o desenvolvimento de um setor chave da economia portuguesa, esteve na linha da frente.

O CorkAção decorreu de um plano integrado em torno de áreas consideradas deficitárias e fundamentais para o reforço de competências da indústria da cortiça, dotando o setor de metodologias, instrumentos e objetivos capazes de viabilizar a inovação, o investimento e a capacidade de ação orientada e prospetiva. A atividade das empresas ficou assim mais facilitada com novos conhecimentos, novas práticas, novas experiências, bem como novos referenciais de desenvolvimento, devidamente testados e validados no decurso do programa.

O programa incluiu o apoio direto às empresas em várias áreas e resultou na publicação do Manual Operacional CorkAção e do livro Contaminação do Vinho por Haloanisóis: Desenvolvimento de Estratégias Biotecnológicas para Prevenir a Contaminação de Rolhas de Cortiça por Cloroanisóis (suportes disponíveis para consulta na Biblioteca da APCOR).

O Programa CorkAção contou com um investimento de cerca de dois milhões de euros, 75% dos quais de fundos comunitários, no âmbito das medidas de apoio do PRIME, e 25% de fundos privados.

Programa Formação PME

O Programa Formação PME é um projeto de formação-ação que pretende contribuir para o reforço de competências dos recursos humanos e para a melhoria dos processos de gestão das micro, pequenas e médias empresas, através da intervenção de um conjunto de experientes consultores e formadores empresariais. Promover o reforço das vantagens competitivas das PME, o crescimento dos seus negócios e a implementação de boas práticas são também objetivos do projecto.

O programa funciona numa lógica de rede, dinamizada pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), enquanto entidade gestora, e por um conjunto de entidades parceiras, na sua maioria associações industriais e comerciais que levam a cabo a sua implementação junto das entidades beneficiárias, as pequenas e muito pequenas empresas (até 100 trabalhadores). No caso do sector da cortiça, a APCOR atua como promotora e dinamizadora das empresas (entidade beneficiária), sendo responsável pela execução do programa na respetiva região ou área de especialidade.

Este programa, financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH), tem-se repetido ao longo do tempo e abrange, em média, 25 empresas por edição, sobretudo do norte e centro do país. Podem candidatar-se ao Programa Formação PME empresas com número de trabalhadores igual ou inferior a 100, cujos gestores e colaboradores se sintam motivados e disponíveis para participarem num processo de desenvolvimento das suas competências individuais e da organização como um todo.

De 2003 a 2015, a APCOR já facilitou a intervenção em 207 empresas.

Evolução do Nº. de empresas intervencionadas pela APCOR no Projeto FPME, por edição
Evolução do Nº. de empresas intervencionadas pela APCOR no Projeto FPME, por ediçãoFonte: APCOR e AEP, 2015

Foram intervencioandas até ao momento 207 empresas, envolvendo 4.000 formandos, um número médio de 36.000 horas de formação executadas e 32.800 horas de consultoria. As intervenções realizadas traduziram-se num aumento do volume de vendas (em alguns casos), na melhoria da organização da empresa, na melhoria de comunicação com os clientes e na melhoria do desempenho e aumento da motivação dos colaboradores, assim como na melhoria da imagem da empresa e diminuição dos acidentes de trabalho.

As empresas participantes (entidades destinatárias) beneficiam de:

.Apoio no diagnóstico da gestão e na elaboração de um plano de desenvolvimento;

.Apoio na execução de medidas de desenvolvimento;

.Consultoria individualizada na empresa;

.Formação à medida para gestores e colaboradores a realizar na empresa (poderão ser contabilizadas para o cumprimento do requisito legal que impõe a realização, anualmente, de um mínimo de 35 horas de formação certificada por colaborador conduzindo-os, sempre que se justifique, para centros de qualificação – CNO’s ou outros que sejam criados na vigência deste programa – onde poderão aceder à dupla certificação escolar e profissional);

.Apoio na implementação de sistemas de Qualidade, Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho, entre outros.

A opinião das empresas

As empresas participantes no Programa Formação PME destacam vários factores desta formação-ação que permite às pequenas e médias empresas usufruirem, sem custos, de apoios no âmbito da formação, cruciais para a resolução de problemas e a deteção de novas oportunidades essenciais ao seu contínuo crescimento e desenvolvimento. As empresas sublinham:

  • a satisfação na obtenção dos diagnósticos e planos de medidas onde reveem a sua empresa e que fundamentam decisões de natureza estratégica;
  • a partilha de experiências com outros empresários do setor da cortiça que permitiu alargar de horizontes,
  • a adequação da formação às necessidades laborais das empresas por sector e público-alvo;
  • a aprendizagem e reciclagem de conhecimentos em várias áreas cruciais para o desenvolvimento das PME como sejam os Recursos Humanos, a área Económico-Financeira, da Gestão da Produção, Gestão Estratégica em PME, da vertente Comercial, entre outras;
  • o aumento das qualificações dos recursos humanos.
Programa Reciclar

O programa teve um objetivo ambicioso: encontrar uma forma de reutilizar os efluentes da indústria da cortiça para a aplicação na indústria de curtumes. O Reciclar assentou na valorização de um resíduo de cortiça transformando-o num produto subsidiário com potencialidade de aplicação no setor dos curtumes, permitindo a promoção da ecoeficiência no setor corticeiro através do desenvolvimento e otimização de um sistema de tratamento dos efluentes resultantes da cozedura da cortiça, sem geração de lamas e aliciando a indústria para o cumprimento da legislação ambiental.

O programa foi desenvolvido em duas fases para o desenvolvimento de uma tecnologia de nanofiltração que permite a remoção dos taninos existentes nas águas residuais provenientes da cozedura da cortiça, para além do tratamento ambiental destes mesmos efluentes, a definição das modificações químicas e biológicas necessárias para que o concentrado obtido por nanofiltração possa ser aplicado no setor de curtumes, assim como dos parâmetros otimizados de operação em processos industriais de curtumes recorrendo à utilização de taninos da cortiça e, ainda, a obtenção de produtos em pele inovadores com base no processamento com taninos de cortiça.

O Reciclar foi desenvolvido entre a APCOR e a Associação Portuguesa dos Industriais de Curtumes (APIC), juntamente com os respetivos centros tecnológicos – o Centro Tecnológico da Cortiça e o Centro Tecnológico das Indústrias do Couro, e ainda, o Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial e o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica.

O financiamento do programa Reciclar baseou-se num modelo de parceria público-privada, assumindo o ICEP e o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI) a participação pública e a APCOR e a APIC a participação privada.

Programa Corchiça

O Corchiça teve como objetivo melhorar a competitividade da fileira da cortiça, criando mecanismos de apoio à planificação, cooperação e gestão empresarial. Este programa – Estratégia de Cooperação entre Empresas de Cortiça para o Desenvolvimento Territorial do Alentejo e Estremadura Espanhola – resultou de uma parceria entre a APCOR e os vizinhos espanhóis da Agrupación Sanvicenteña de Empresários del Corcho (ASECOR).

Além da APCOR e da ASECOR, foram promotores do programa o Ayuntamento de San Vicente de Alcântara e as câmaras municipais de Alter do Chão, Gavião, Ponte de Sôr e Portalegre.

Projeto Certifica +

Promover e facilitar a certificação florestal, tanto a nível da gestão florestal como da cadeia de custódia, é o principal objetivo do projeto Certifica +, desenvolvido em parceria pela Associação para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal (AIFF), APCOR, Associação da Indústria Papeleira (Celpa) e Associação para a Valorização da Floresta de Pinho (Centro Pinus).

Com este projeto pretende-se criar condições que promovam a adesão das empresas a estes processos e facilitar a implementação e a manutenção dos certificados, garantindo que todos os elos da cadeia, da produção à indústria, se encontrem certificados e sensibilizados para a importância desta matéria. No fundo, pretende contribuir para ultrapassar a dificuldade associada à compilação de um vasto conjunto de informação pública que, atualmente, se encontra dispersa por várias entidades e que faz parte do cumprimento dos requisitos normativos do FSC® (Forest Stewardship Council®) e PEFC© (Program for the Endorsement of Forest Certification©).

O Certifica + é um projeto integrado com mais-valias para toda a cadeia de valor, desde a floresta à indústria, chegando ao consumidor final e à sociedade como um todo, salvaguardados que estão os princípios de sustentabilidade ambiental, social e económica.

Foram várias as ações de sensibilização levadas a cabo – seminários, workshops, participação em feiras -, sendo que se destaca a plataforma para a disponibilização de informação de apoio à certificação da gestão florestal, acessível em www.certificamais.pt, e vários manuais de apoio (Manual do Sistema de Gestão Florestal e Manual da Certificação de Custódia FSC®/Cadeia de Responsabilidade PEFC© para as três fileiras – cortiça, pasta e papel, e madeira).

Programa EcoEmpresas

Este programa teve por objetivo ajudar as empresas a tornarem-se mais eco-eficientes, através de um conjunto de ações integradas de consultadoria, formação, comunicação e informação, que contribuam para a evolução do tecido empresarial, como motor do desenvolvimento da economia local, para a proteção ambiental e para o aumento da qualidade de vida dos cidadãos. A iniciativa, de que a APCOR fez parte, teve três ciclos de atuação, disponibilizou 105 horas de apoio multidisciplinar especializado a cada empresa.

O EcoEmpresas surgiu para ajudar as empresas a tornarem-se eco-eficientes com um conjunto de ações em várias regiões do país. A primeira contemplou 75 empresas da região do Entre Douro e Vouga (EDV) para transformar a região numa referência europeia de eco-eficiência empresarial, potenciando o reconhecimento internacional e aumento de competitividade das indústrias, através da adoção de práticas ambiental e socialmente mais responsáveis. As empresas identificaram áreas problemáticas, em termos de desempenho energético, ambiental ou organizacional. Integrar as melhores práticas e dotar as empresas de mecanismos e recursos qualificados capazes de assegurar a melhoria contínua do desempenho da organização foram objetivos definidos.

A indústria de cortiça ganhou, assim, uma nova oportunidade de melhorar o seu desempenho numa área já intervencionada pelo programa CorkAção, da APCOR, e que considerou a energia como uma das áreas fundamentais para o aumento da competitividade do setor. Uma empresa eco-eficiente terá ganhos assinaláveis na redução dos custos do consumo de energia e da gestão de resíduos, na organização interna, na valorização da imagem para o mercado e no estabelecimento de parcerias duradouras.

A primeira intervenção, na região do EDV, resultou do esforço conjunto de uma parceria estabelecida entre autarquias locais, empresários e associações setoriais, com vista a um objetivo comum, revelando-se um fator fundamental para o sucesso da iniciativa. Destas entidades fizeram parte o Conselho Empresarial do Entre Douro e Vouga, o Centro Tecnológico do Calçado, a EDV Energia, a Escola Superior Aveiro Norte da Universidade de Aveiro, a Associação Comercial e Industrial do Vale do Cambra, a Associação Empresarial do Concelho de Oliveira de Azeméis, a Associação Empresarial de Santa Maria da Feira, a Associação Empresarial do Concelho de Arouca e o Instituto do Ambiente e Desenvolvimento.

Programa da Fileira dos Materiais de Construção

Este programa tem como principal objetivo o desenvolvimento e reforço da imagem da cortiça enquanto material de construção. Alemanha, Reino Unido, França, Estados Unidos, Polónia, Emirados Árabes Unidos, Angola, Canadá, Marrocos e Rússia foram os mercados preferenciais. Promover o reforço da competitividade internacional da fileira, melhorar a imagem da oferta nacional e das marcas portuguesas e do país, estimular o aparecimento de novas oportunidades de negócio, foram alguns dos objetivos.

O programa englobou as mais representativas associações do setor: APCOR, Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), Associação das Industrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), Associação Portuguesa da Indústria de Cerâmica (APICER ) e a Associação Portuguesa dos Industriais de Mármore, Granito e Ramos Afins (ASSIMAGRA). Este grupo de trabalho foi, ainda, reforçado pelo ICEP Portugal, assumindo, deste modo, um modelo de parceria público-privado.

No âmbito deste projeto, foram publicados três suportes: A Cortiça como Material de Construção – Manual Técnico (PT,EN, DE), Brochura Prestígio Materiais de Construção (EN_PT, EN_FR) e o Catálogo Materiais de Construção (PT EN FR DE)

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