APCOR partilha preocupações das empresas e colaborares da cortiça

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O sector da cortiça nacional está a ser afectado pela crise económica mundial que tem atingido inúmeros países e vários sectores de actividade. Recentes notícias que vieram a público sobre a insolvência de algumas empresas do sector assim o demonstram.
A Associação Portuguesa de Cortiça (Apcor) “está apreensiva com as empresas que se deparam com graves problemas económicos e com os trabalhadores das empresas que têm em risco os seus postos de trabalho”, refere Joaquim Lima, Director Geral da Apcor.
 
A generalidade das empresas do sector da cortiça evidencia um quadro estrutural de dificuldades que muito se tem intensificado nos últimos meses. Como denominador comum, regista-se uma forte retracção nas vendas e nas exportações; uma generalizada falta de liquidez e, como corolário, a redução dos custos nas empresas para fazer face às dificuldades, nomeadamente com a dispensa de trabalhadores e encerramento de unidades fabris.
 
Ao nível sectorial, regista-se uma perda da quota de mercado da rolha de cortiça de cerca de 30% em pouco mais de dez anos; o consumo de vinho tem registado uma tendência globalmente positiva, mas em mercados e segmentos onde a penetração de vedantes alternativos é maior, indiciando uma possível perda adicional de quota de mercado e, por último, a inovação e melhor performance da cortiça têm merecido um reconhecimento parcial, mas ainda sem impacto na evolução da actividade.
 
Face às dificuldades, o Director Geral da Apcor salienta que “Estamos a levar a cabo todos os esforços junto das entidades competentes para encontrar medidas e delinear um plano de acção que permita fazer face aos problemas do sector.”
 
Estas medidas passariam, entre outras, por apoios públicos às micro e pequenas empresas, a redução da carga fiscal do IVA e a eliminação do Pagamento Especial por Conta; a política pública deve considerar urgentemente a fileira da cortiça de modo integrado, exigindo uma rápida e efectiva coordenação das tutelas da Agricultura e da Economia; a necessidade de dar continuidade ao esforço comunicacional do sector através da realização de campanhas de grande dimensão e que considerem os principais mercados e públicos alvo de interesse ao sector, sendo necessário o envolvimento do apoio público financeiro; o reforço do esforço de inovação encetado pelo sector, nos últimos anos, ao nível dos processos de produção e da melhoria dos produtos, valorizando gradualmente a componente de sustentabilidade social, ambiental e económica do sector.  
 
Para mais informações, contacte, por favor:
Joaquim Lima
Director Geral
Tel. 22 747 40 40
 
 
Notas ao editor:
 
Associação Portuguesa de Cortiça (Apcor)
A Apcor tem como missão representar e promover a indústria portuguesa da cortiça, representando cerca de 250 empresas que, no seu conjunto, são responsáveis por cerca de 80% da produção nacional total e 85% das exportações de cortiça. É também responsável pelo desenvolvimento de acções de promoção e valorização da cortiça através da realização de iniciativas de carácter nacional e internacional, disponibilizando, ainda, um centro de informação.
 
 
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