Congresso Mundial Sobreiro e Cortica

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Diario Económico

O Congresso Mundial do Sobreiro e da Cortiça que decorreu na passada sexta-feira, em Lisboa, e que contou com 450 participantes, deu sugestões sobre como evitar os erros do passado da indústria da cortiça e como beneficiar das oportunidades futuras. António Rios de Amorim, presidente da Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor), registou no discurso de encerramento as principais conclusões do dia das quais se destaca: a cortiça é associada a “economia verde”, ao equilíbrio, ao comprometimento, à noção de fileira e de sustentabilidade; o sector desenvolveu vários estudos que comprovam todo o trabalho desenvolvido na área de investigação e que contribuíram para a criação de um produto de alta qualidade (exemplo: o laboratório ETS, dos EUA, demonstrou a clara redução do composto químico TCA desde 2000, na ordem dos 82 por cento); a cortiça na construção e decoração surge associada à qualidade, a um produto inigualável e o sector tem permitido uma cooperação e uma partilha que facilitam a evolução do produto; e, por último, o mercado é um factor de suma importância para o sector, pois é o formador de preços, daí que a percepção do valor da cortiça passa inevitavelmente pelo mercado e, por isso, é imperativo que o diálogo interno da fileira continue de forma concertada e concentrada no mercado.

No evento ficou patente que a fileira da cortiça pode continuar a sua linha ascendente, mas a conjuntura dos mercados financeiros exige muita prudência. António Rios de Amorim lembrou que “essa prudência, tal como no passado, não vai impedir a fileira da cortiça de identificar e de agir sobre as oportunidades que se apresentam e que são: a cortiça e o sector estão de novo a crescer; a cortiça credibilizou-se no mundo e hoje afirma-se mais uma vez como uma matéria-prima de eleição; e o sector recuperou a quota de mercado e poderá continuar a fazê-lo. Para tal deve continuar o trabalho iniciado, agir com humildade, apostar mais na qualidade e excelência dos produtos e apresentar a cortiça como um produto que agrega valor, que é preferido pelos líderes de opinião, pelos designers e, acima de tudo, pelos consumidores.”

O presidente da Apcor registou que “é crucial manter presente três objectivos: reafirmar a cortiça como produto de eleição para o vinho e champanhe e fazê-lo crescendo em quantidade, mas, sobretudo, em valor; divulgar, promover, dar a conhecer a cortiça como material de construção e, sobretudo, de design de interiores; promover novas aplicações para a cortiça que criem mais valor para toda a fileira.”

E concluiu: “ter já ultrapassado muitos dos enormes obstáculos da última década não diminui a nossa responsabilidade. Ser mais forte apenas torna mais altas as expectativas de todos os que seguem e dependem da indústria da cortiça e do montado. Estar à altura dessas expectativas e das responsabilidades que daí advêm significa conhecer as nossas capacidades e imediatamente começar a descobrir como aumentar essas capacidades.”

info@apcor.pt

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