Cortiça é insubstituível para os produtores espanhóis

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Diario Económico

A cortiça é a escolha de produtores vinícolas e de cava (vinho espumante produzido maioritariamente na região da Catalunha). No âmbito do projecto InterCork II – Promoção Internacional da Cortiça –, em Espanha, foram entrevistados alguns nomes de reconhecidas marcas espanholas, no sentido de perceber a sua opinião sobre a rolha de cortiça e a sua relação com o vinho. Todos foram unânimes em afirmar que as rolhas de cortiça são o vedante de eleição para os seus néctares, identificando um conjunto de benefícios que a mesma pode aportar ao vinho.

O director técnico da Freixenet, Josep Buján, afirma “elaboramos cava com mais de 150 anos e ele é vedado com rolha de cortiça, evidentemente. O seu uso é indiscutível.” “O comportamento da cortiça é muito melhor, a sua lenta permeabilidade favorece a ‘crianza’ e a evolução do cava.” Para os menos conhecedores “crianza” é o nome dado aos vinhos que passam por um processo de envelhecimento ou maturação. Assim, quando encontramos a palavra estampada nos rótulos dos vinhos da Espanha significa dizer que a bebida envelheceu 24 meses antes de ser comercializada, tendo estagiado, no mínimo, seis meses em barrica de carvalho.

Para Josep Buján “a cortiça é um produto natural e aporta organolepticamente a sensação de que o produto foi criado numa embalagem nobre, como é a barrica. A cortiça tem uma vida longa e é um produto que chegou até aqui porque tem uma grande resistência.” E conclui: “a cortiça é a companheira inseparável do vinho e do cava.”

A mesma opinião é partilhada pelo director técnico e enólogo das Bodegas Veja Sicilia, Javier Ausás, “A cortiça é o único vedante que garante o futuro dos meus vinhos.” “Quando falamos de cavas em que o peso histórico é importante, em que o envelhecimento é fundamental, em que o vinho será consumido dentro de 100 anos, a única referência com este peso histórico é a cortiça”, afirma. Resume em três pontos as características da cortiça: “tradição, hermeticidade e perfeição.”

O director de Cavas Recaredo, Ton Mata, fala igualmente em três factores importantes quando se fala da cortiça: “ponto de vista técnico, no caso dos vinhos ‘crianza’ há um estudo que demonstra que a quantidade de oxigénio dentro da garrafa é inferior … o que garante menos oxidação graças ao comportamento da rolha de cortiça.” O segundo factor é o “aspecto ambiental. A cortiça é um material natural e a indústria respeita o meio-ambiente.” E, por último, “ a tradição e a identidade da cortiça como um material do mediterrâneo.” “A cortiça é o companheiro perfeito para o cava e para o vinho”, concluiu.

O proprietário e enólogo da Dominio de Pingus, Peter Sissek, também considera a cortiça como a melhor solução para os seus vinhos: “para os vinhos que têm de envelhecer 30 ou 40 anos na garrafa, a melhor solução é a cortiça. Uma rolha de boa qualidade.” E afirma: “a cortiça é em primeiro lugar o orgulho da adega. Quando abrimos a garrafa é uma imagem que transmitimos ao consumidor. A cortiça é um produto natural e sustentável, de momento, não vejo alternativa à cortiça natural.”

Estes vídeos estão disponíveis na página de facebook da campanha em Espanha “El corcho preserva lo bueno” (A cortiça preserva as coisas boas) acessível em

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