Cortiça e vinho à mesa de Natal

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Diario Económico

A Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor) celebrou mais uma época natalícia com os seus associados e convidados. O evento decorreu na passada sexta-feira e teve como pano fundo a Casa Ferreirinha. O regresso a este espaço, pelo segundo ano consecutivo, é a prova de que a cortiça e o vinho são dois elementos fundamentais para partilhar a mesa em momentos festivos.

Esta opção, nas palavras do presidente da Apcor, João Rui Ferreira, permite “celebrar o sector da cortiça numa casa de referência do vinho e, ainda, ousar promover uma comemoração cruzada da cortiça e do vinho, numa homenagem devida aos vinhos portugueses”.

Com cerca de 150 participantes, este momento para além de permitir a confraternização entre todos os presentes, é a altura escolhida para se fazer um balanço do trabalho associativo, apresentar os dados fundamentais para a fileira da cortiça e expor algumas das linhas de acção que a Apcor irá perseguir no ano seguinte.

O presidente da Apcor começou por elogiar o trabalho do sector vinícola português, lembrando que as exportações do vinho engarrafado cresceram cerca de quatro por cento nos primeiros nove meses de 2015 e que “Portugal é cada vez mais reconhecido pela qualidade dos seus vinhos e é, a par da gastronomia, um elemento distintivo e marcante que os turistas levam do nosso país”. “A cortiça estará sempre ao lado do vinho já que olha para ele com grande dedicação e paixão”, afirmou.

Quanto ao sector da cortiça, João Rui Ferreira, registou que os primeiros nove meses do ano são “muito positivos para a cortiça, com um aumento global das exportações de 6,8 por cento”, prevendo ainda que “se o quarto trimestre mantiver este ritmo poderemos ultrapassar os 900 milhões de euros ou num cenário de crescimento zero, no 4º trimestre ficar muito próximo desse valor”. Estes números, associados a baixas importações, permitem a “manutenção de uma balança comercial fortemente positiva com uma taxa de cobertura das nossas importações pelas exportações em mais de seis vezes ou visto noutro prisma, incorporamos 0,15 euros de importações por cada euro exportado.” Uma nota, ainda, para o facto de que “os EUA poderão encerrar o ano como o principal mercado de destino, ultrapassando assim a França que tradicionalmente liderava este ranking”.

Quanto ao trabalho desenvolvido o destaque foi claramente para o InterCork – Companha de Promoção Internacional da Cortiça que encerrou no corrente e que obteve resultados muitos positivos: mais de 7500 artigos gerados em todo o mundo, mais de 140 visitas ao sector, mais de 20 personalidades mundiais a dar a cara pela cortiça, entre outros resultados. Para o próximo ano três objectivos fulcrais foram destacados: a continuação do projecto InterCork de modo prosseguir as actividades desenvolvidas; o trabalho interno das empresas e das associações e entidades do sector da cortiça, para alcançar os mil milhões de euros de exportações; e a celebração dos 60 anos da Apcor, onde estarão incluídas acções para estreitar os laços com os associados, mas também com a rede associativa da fileira da cortiça, associações de outros sectores como, por exemplo, o vitivinícola, universidades, e o público em geral.

info@apcor.pt

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