Sector da cortiça debate o futuro no Parlamento Europeu

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O sector português da cortiça está no Parlamento Europeu (PE), onde vai participar num evento de sensibilização para a importância da floresta no contexto económico e social da Europa. A iniciativa, que se desenvolve no âmbito das comemorações do Ano Internacional das Florestas, vai decorrer de hoje a sexta-feira próxima e visa debater “A Contribuição do Sector Florestal para a Bioeconomia da União Europeia”.

Realce-se que, em colaboração com a Apcor e com a Confederação Europeia da Cortiça (C.E. Liège), o eurodeputado português Luís Capoulas Santos organizou uma visita ao PE para um grupo de personalidades portuguesas ligadas ao sector.

Em termos gerais, os participantes poderão, assim, antever “O Futuro das Florestas”, abordando as questões de conservação ambiental, mas não só. Terão, nomeadamente, a oportunidade de apreciar a exposição que apresenta as Inovações que os sectores baseados na fileira florestal estão a desenvolver.

Note-se que, como beneficiário de um dos principais produtos originados nas florestas europeias, o sector corticeiro não se poderia alhear deste evento.  

“É uma oportunidade para dar a conhecer exemplos da inovação aplicada aos produtos das nossas florestas”, sublinha o eurodeputado. Capoulas Santos ainda vinca que os debates previstos contarão “com a participação de personalidades e peritos internacionais”, permitindo, assim, “uma abordagem aos desafios que se colocam à gestão, conservação e desenvolvimento sustentável das florestas na Europa e no Mundo”.

A este respeito, registe-se que, de acordo com dados divulgados pela FAO (Fundo das Nações Unidas para a Agricultura), em 2010, a cortiça foi o 3º produto florestal não lenhoso (PFNL) mais importante a nível europeu, representando 16,4% (324 milhões de euros) do valor global.

Os PFNL são uma importante e crescente componente do valor económico gerado pelas florestas europeias e a posição relativa da cortiça no seu seio é ainda mais relevante se tivermos em consideração que muitos dos restantes PFNL, em que se destacam as Árvores de Natal, e os Frutos, Bagas e Frutos Secos, existem em todas as sub-regiões europeias, contrariamente à cortiça, cuja região de produção se limita ao Sudoeste Europeu.

A produção mundial de cortiça ascende a mais de 200 mil toneladas, assumindo Portugal o lugar cimeiro com 49,6% da produção total. No que diz respeito às exportações mundiais de cortiça, no ano transacto, o valor dos produtos transaccionados elevou-se a 1.229 milhões de euros, apresentando uma tendência de recuperação, face a 2009, de 9% – cerca de 102 milhões de euros. Também aqui Portugal lidera, com vendas no valor de 753,2 milhões.

João Gomes Ferreira, o secretário-geral da C.E. Liège, sublinha que, “com mais estas visitas, e no decorrer desta iniciativa”, o sector “continuará a marcar a sua posição na defesa do seu reconhecimento enquanto pilar da política europeia”.

A Confederação Europeia da Cortiça tem vindo a educar e sensibilizar os decisores europeus para a importância mais vasta da fileira da cortiça, obviamente enfatizando a importância industrial e económica dos seus produtos, mas também apresentando e destacando as mais-valias comunitárias e ambientais do montado, que acolhe populações humanas e ajuda a preservar fauna e flora.

Como tem sido salientado por João Gomes Ferreira, sempre com o apoio da Apcor, o objectivo final deste esforço é garantir que os serviços do ecossistema montado venham a ser inscritos nos quadros comunitários de apoio, nomeadamente na próxima revisão da PAC (Política Agrícola Comum).

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