A Cortiça na “festa” do montado e das florestas de Coruche

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Fiel à sua política de envolvimento em todos os momentos marcantes da Fileira da Cortiça, a Apcor marcou presença na mais recente edição da FICOR – Feira Internacional da Cortiça, que decorreu, em Coruche, de 27 de Maio ao dia 1 do corrente. Com um stand institucional e através da participação do seu presidente, António Rios de Amorim, no colóquio “Melhor Montado, Melhor Cortiça”, garantiu presença forte num evento de grande expressão na região e que, continuadamente, se vai afirmando a nível nacional e internacional.

Refira-se, ainda, que a Apcor organizou uma visita ao montado e a uma unidade fabril de Coruche para um grupo de 30 profissionais da Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Portugal.

E, na intervenção, realizada no painel “Que Cortiça Pretendemos”, António Rios de Amorim acentuou que o sector, nomeadamente a indústria exportadora, dá claros sinais de uma recuperação da sua preponderância internacional. Exemplificou com a reconquista encetada pela rolha de cortiça no mercado vinícola mundial, com relevo para os principais países – EUA, França, Itália e Reino Unido, nomeadamente. Está demonstrado que este vedante natural impulsiona as vendas e reforça o valor do vinho.

Mas, como enfatizou o presidente da Associação Portuguesa da Cortiça, é preciso “mais cortiça” e “novas aplicações” em “mais mercados”. O empresário referenciou os esforços em curso, e que se deverão acentuar, para o uso da cortiça “em materiais já existentes”, como, por exemplo, o calçado, e a busca contínua por novos produtos, que poderá passar pelo design e pela moda, com a criação de peças de roupa, de mobiliário e, até, de artigos como uma bola de futebol e uma prancha de surf.

O objectivo imediato, no domínio das novas aplicações, passa por ligar o uso da cortiça a um “lifestyle” moderno, que ganhe públicos para o uso desta matéria-prima portuguesa. Daí que a juventude seja um dos alvos principais da campanha InterCork – Promoção Internacional da Cortiça, que decorre até ao final do verão nos principais mercados internacionais.

Realce-se que o presidente da Apcor não se esqueceu de salientar os casos particulares de prestígio alcançados com a inclusão da cortiça portuguesa na Catedral da Sagrada Família, em Barcelona, e na indústria aeroespacial, entre outros exemplos onde a cortiça ganha destaque.

Em relação ao programa da FICOR, saliente-se que a conservação e uma cuidada gestão “de todas as florestas” presidiram ao espírito da 3ª edição da Feira de Coruche, que não se quis desviar das temáticas propostas pelo Ano Internacional das Florestas.

O certame deu aos agentes da Fileira da Cortiça uma oportunidade para debaterem os temas que lhe interessam e para apresentarem os casos de sucesso, a investigação e os projectos para a gestão correcta do montado e o pleno desenvolvimento da indústria corticeira. 

Refira-se que o Observatório do Sobreiro e da Cortiça (re)apresentou-se, centrando actividades e projectando uma FICOR 2011 que também saiu para a zona do montado de sobro e que soube fazer uma tão desejável quanto natural parceria com áreas afins como são o vinho e a gastronomia.

Por último, realce-se o papel importante da Câmara Municipal de Coruche na organização da FICOR, garantindo a afirmação da Fileira da Cortiça enquanto actividade fundamental e com benefícios múltiplos na sociedade, no ambiente e na economia do país.    

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