Coruche vence Prémio de Município do Ano

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Diario Económico

O concelho de Coruche foi o vencedor na categoria Região do Alentejo dos Prémios de Município do Ano Portugal 2015, com o projeto do Observatório do Sobreiro e da Cortiça.

A câmara patrocina um conjunto de iniciativas, através da introdução de abordagens dinâmicas e inovadoras, promovendo Coruche como o maior produtor mundial de cortiça, a nível concelhio.

O Observatório e as atividades nele dinamizadas têm-se destacado ao nível da promoção e investigação do sector da cortiça. As acções têm contribuído para a defesa da sustentabilidade económica e para a promoção dos valores ecológicos e ambientais do Montado de Sobro; bem como apoiado a investigação e certificação dos processos da cadeia produtiva; divulgado as novas utilizações e novos produtos. Para isso tem contribuído o Laboratório existente no observatório, a construção do centro de documentação (acessível em http://www.filcork.pt/centro-de-documentacao/ ) como suporte da investigação realizada; e a organização da Feira Internacional da Cortiça (Ficor) que este ano contou com o Alto Patrocínio da Presidência da República. Este espaço acolhe, ainda, o Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça, que tem como objetivo a criação de um quadro de referência da investigação para o futuro da fileira e para a definição da Agenda Nacional sobre esta matéria.

A conquista do galardão de melhor projecto da região do Alentejo é para o presidente da autarquia, Francisco Oliveira, “um motivo de orgulho sobretudo por ser um prémio aferido por um júri independente e de uma entidade pública idónea, mas também por ser o reconhecimento do trabalho que estamos a desenvolver e que revela impactos assinaláveis no território, na economia e na sociedade, promovendo o crescimento e a sustentabilidade de um território”, pode ler-se num comunicado emitido pela autarquia.

A iniciativa é da responsabilidade da UM Cidades e possui um júri composto por nove personalidades independentes, presidido por José Mendes, vice reitor da Universidade do Minho e coordenador da plataforma. A segunda edição do evento decorreu em Braga e visou reconhecer publicamente as boas práticas dos municípios portugueses.

Francisco Oliveira salientou, ainda, a importância das parcerias feitas entre o município e outras entidades: “o Observatório é uma estrutura de valorização do montado de sobro em parceria com associações de produtores, universidades, investigadores e associações empresariais. É um projecto pioneiro e que se diferencia por ser um think tank de um produto endógeno local e fundamental para a balança exportadora do país e para a dinâmica de um sector ao nível da inovação, do desenvolvimento e da investigação de uma fileira que é a principal empregadora do concelho.”

Este galardão é um prémio que a autarquia alarga a todos os que contribuem para a dinâmica deste projecto e que fazem com que o Observatório seja um exemplo da reinvenção do poder local e do envolvimento da comunidade na execução de projectos com real impacto no território, na economia, na sociedade, que promovem o crescimento e a sustentabilidade.

Foram nove os projetos vencedores por região e o Prémio Nacional foi atribuído a Vila do Bispo.

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