Etiqueta ambiental valoriza os produtos de origem florestal

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Diario Económico

A Etiqueta Escala de Carbono – recentemente apresentada pela Associação para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal (Aiff) – tem por objectivo dar visibilidade à capacidade dos produtos de origem florestal de capturar carbono e demonstrar as respectivas mais-valias ambientais. Esta nova etiqueta pretende dar a conhecer aos consumidores o valor de dióxido de carbono (CO2) equivalente capturado ou emitido por determinado produto de origem florestal, de que são exemplos os revestimentos, pavimentos ou peças de mobiliário de base de madeira ou de cortiça.

Na apresentação pública desta iniciativa – que decorreu no Palácio Sinel de Cordes, em Lisboa e foi enquadrada na terceira edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa – o presidente da Aiff, João Ferreira do Amaral, referiu que “os produtos da fileira florestal enquanto armazenadores de carbono, que capturam carbono durante todo o seu ciclo de vida e armazenam-no depois de transformados, contribuem para o combate às alterações climáticas e, consequentemente, para a preservação do ambiente. Ao criar esta etiqueta pretendemos demonstrar e reforçar os benefícios desta fileira.”

Por sua vez, o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva referiu que “a materialização dos valores associados ao desenvolvimento sustentável exige a concepção e operacionalização de instrumentos reconhecidos pelos diferentes actores sociais: o Estado, as empresas, os consumidores, e as suas diferentes formas de organização quer sejam associações, ONGs ou outras. E todos estamos cientes que o “consumo responsável” só é possível se, entre outros requisitos, existir informação sobre o impacte dos produtos ao longo do seu ciclo de vida. Neste sentido, produtos transformados de origem florestal detentores da Etiqueta Escala de Carbono, desejavelmente provenientes de florestas cuja gestão é reconhecida como sustentável, permitirão por um lado a mitigação dos efeitos das alterações climáticas (ao aumentar o sequestro de dióxido de carbono), por outro contrariar os efeitos do processo de desertificação, e ainda contribuir para o crescimento da nossa economia.”

Os produtos a que será atribuída a Etiqueta Escala de Carbono terão de apresentar uma percentagem de pelo menos 30 por cento de matérias-primas (percentagem mássica) com origem na fileira florestal.

Para ajudar a comunicar o conceito de captura de carbono e clarificar o papel dos produtos de origem florestal enquanto armazenadores de carbono “nasceu” o Arvatar, que será o protagonista da nova etiqueta ambiental. O Arvatar é um personagem criado para “ensinar” ou “recordar” de forma lúdica o conceito de captura e armazenamento de carbono. Enquanto ser da floresta, o Arvatar tem como missão sensibilizar os seres humanos para os benefícios do uso de produtos de base florestal, enquanto produtos que armazenam carbono e que consequentemente ajudam no combate às alterações climáticas e preservação do ambiente.

Mais informações podem ser obtidas em www.facebook.com/Arvatar .

info@apcor.pt

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