Investigação do sobreiro: da teoria à prática

Home / / Investigação do sobreiro: da teoria à prática

Diario Económico

Universidades e centros de investigação têm desenvolvido estudos vários sobre as temáticas relacionadas com o sobreiro e a cortiça. Mas como é que as empresas e os produtores florestais podem aceder à informação gerada pela comunidade científica e coloca-la em prática? No âmbito do ciclo de sessões: “Da investigação à aplicação”, promovido pelo Centro de Estudos Florestais (CEF) – instituição de investigação na área das florestas e dos produtos florestais -, pretende-se contribuir para a criação de novos caminhos de disseminação do conhecimento para os gestores florestais e industriais. Nestas sessões, os resultados do trabalho científico serão apresentados numa óptica do utilizador produtivo e amplamente discutidos com os participantes.

O segundo evento deste ciclo teve como tema ‘O montado e a cortiça’. Esta é uma fileira que o CEF investiga há muitos anos, em numerosos projetos de investigação nacionais e internacionais, tendo publicado centenas de trabalhos científicos que aumentaram significativamente o conhecimento sobre o montado, o sobreiro e a cortiça.

Num dia de intenso trabalho, foram apresentados cerca de 10 trabalhos desenvolvidos pelos vários investigadores em temas como: gestão do solo e da água e descortiçamento e cortiça. Para fechar a sessão, foi promovida uma mesa redonda sobre “O Papel da investigação na inovação e no futuro do sector”, onde estiveram presentes, para além de representantes do CEF, o presidente da União da Floresta Mediterrânica (Unac), António Gonçalves Ferreira, e o presidente da Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor), João Rui Ferreira. Nesta medida, o presidente da Apcor focou alguns tópicos que terão de estar na agenda da investigação do sobreiro, no sentido de se conseguir mais e melhor cortiça para o sector poder alcançar o seu objectivo estratégico: ultrapassar a fasquia dos mil milhões de euros das exportações.

João Rui Ferreira, referiu que ao nível da I&D, “a Apcor reconhece-se na formulação do Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça para que mais e melhor cortiça possa surgir num curto e médio prazo.” A Agenda Portuguesa de Investigação e Inovação no Sobreiro e na Cortiça – Agenda 3i9 – lançou algumas medidas para que seja possível “uma maior resiliência dos montados portugueses e a sua perenidade produtiva.”

De registar que a Agenda 3i9 foi estruturada com base em cinco planos de abrangência nacional: Plano Nacional de Melhoramento do Sobreiro e Plano Nacional de Melhoria da Produtividade, com o objectivo de produzir cortiça de qualidade por indivíduos adaptados ao stress biótico e abiótico em povoamentos mais resilientes, no conhecimento das variáveis chave que influenciam os processos fisiológicos relevantes e sob diferentes modelos de gestão; Plano Nacional de Defesa contra Agentes Bióticos para prever, diagnosticar e controlar pragas e doenças; Plano Nacional de Qualidade da Cortiça com o objectivo de garantir matéria-prima nas condições ideais para a indústria do ponto de vista mecânico e sensorial e racionalizar métodos e procedimentos de colheita e pós-colheita; e, por fim, Plano Nacional de Ação Territorial no sentido de avaliar o papel de contextos biofísicos e de localização no potencial produtivo dos montados, na provisão dos serviços dos ecossistemas e no desenvolvimento rural integrado.

info@apcor.pt

Contacte-nos

Não legível? Mude o texto. captcha txt

Começe a escrever e pressione Enter para procurar