Mesmo material, várias aplicações

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Diario Económico

A cortiça consegue assumir mil e uma formas. É inteligente, versátil, estica e encolhe. A sua memória é elástica. Viaja até ao Espaço, absorve derrames de petróleo, limpa postes de alta tensão, está no interior das pás eólicas.

O reconhecimento das qualidades únicas da cortiça abriu portas a um mundo infindável de aplicações. Materiais de alta tecnologia para a indústria aeroespacial, polímeros compostos para o setor dos transportes, equipamento desportivo de alta competição, obras de arquitetura e design de referência, são alguns dos exemplos do potencial e da excelência da cortiça.

Este material não para de surpreender a cada dia e é na área dos objectos de decoração e design que ela mais se tem relevado. Designers nacionais e internacionais moldam este nobre material ao sabor da imaginação, criatividade, criando produtos que se destacam pela estética, beleza, conforto e capacidade de surpreender consumidores. A consciência ambiental também pesa na escolha desta matéria-prima 100% natural e reciclável.

Ficam aqui alguns dos muitos exemplos que se podem encontrar.

Algodão Doce é um sofá sustentável da empresa Botaca. Esta empresa portuguesa de mobiliário de design, com fábrica em Coimbra, aposta no fabrico de produtos sustentáveis a partir de materiais reciclados. Algodão Doce nasce em 2013 e é um sofá feito a partir de aglomerado de cortiça. A madeira e a espuma são então substituídas pela cortiça, linho e penas e penugem de ganso no enchimento. Tem um sistema de encaixe que permite uma desmontagem simples, facilitando o transporte. Um sofá versátil, leve, funcional, resistente e impermeável.

Pipo é um pequeno banco, mas também pode ser uma mesa, inspirado nas pipas de vinho, feito com aglomerado de cortiça pura expandida. Chama-se Pipo, foi criado pela marca portuguesa DAM, da dupla de designers Joana Santos e Hugo Silva, e venceu a sexta edição dos POPs – Projetos Originais Portugueses.

O projeto Ayres Cork, conjunto de mobiliário feito em cortiça, ganhou uma medalha de bronze na edição 2014/2015 do concurso internacional ‘A’ Design Award & Competition, na categoria “Furniture, Decorative Items and Homeware Design”. Albertina Oliveira, arquiteta portuguesa, é autora desse projeto, e concebeu um conjunto de luminária, mesa e oito cadeiras em cortiça e corkbalt, que combina a fibra de basalto com cortiça, que podem interagir entre si, funcionando como um só. Todas as peças podem ser encaixadas umas nas outras. A cortiça mostra assim a sua versatilidade, conforto, suavidade e estética.

Uma última referência para o Cortilejo. É o casamento entre dois produtos portugueses: a cortiça e o azulejo. A ideia da empresa de mobiliário e decoração Rui Matias, de Sever do Vouga, foi apresentada na May Design Series London 2014, um dos maiores eventos internacionais de design, e entrou diretamente para a shortlist dos conceituados prémios Design Excelence Awards. A fusão da cortiça na azulejaria tradicional portuguesa deu origem a um objeto de culto, inovador e facilmente reconhecível.

O Cortilejo é um adorno de paredes interiores. Cada mural de cortilejos com um motivo específico tem uma edição limitada de 100 unidades e vem acompanhado com um descritivo histórico e coordenadas do mural original.

 

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