Sector vinícola em crescimento

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Diario Económico

O sector vitivinícola, principal cliente da indústria da cortiça por via da aquisição das rolhas – ocupa cerca de 70 por cento das exportações -, está, finalmente, a recuperar. Após um período menos animador com a produção a atingir, em 2012, valores similares aos verificados em 2002, com 258 milhões de hectolitros, espera-se um fecho de ano com um aumento de nove por cento, o que significa valores próximos dos 280 milhões de hectolitros (hl).

Os dados divulgados pela Organisation Internationale de la Vign et du Vin (Organização Internacional da Vinha e do Vinho) registam um cenário positivo para o panorama mundial e com destaque para os cinco principais países produtores, a saber: Itália continua a liderar, com 45 milhões de hl e regista um aumento de dois por cento; França aproxima-se de Itália e chega aos 44 milhões de hl, com um aumento de sete por cento; Espanha dispara a sua produção e aumenta 23 por cento, o que significará 40 milhões de hl; EUA e Argentina, que ocupam o 4º e 5º lugar, também continuam a subir, com valores de sete e 15 por cento, respectivamente, arrecadando 22 milhões de hl e 15 milhões de hl. Portugal, que ocupa o décimo lugar no ranking da OIV também aumentou a sua produção em sete por cento, atingindo valores próximos dos sete milhões de hl. Segundo o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), as exportações de vinho alcançaram 500 milhões euros até Setembro de 2013, mais 4,5 por cento face ao período homólogo. Segundo se pode ler no comunicado divulgado pelo IVV

“o terceiro trimestre de 2013 foi o mais favorável do ano, com um crescimento de 7,4 por cento, impulsionado pelas exportações extra-comunitárias que aumentaram 15,2 por cento e representaram 49 por cento do valor total exportado entre Julho e Setembro”.

Isto são boas notícias para a cortiça. Os principais países produtores de vinho são também os principais importadores das rolhas de cortiça, para além de que são mercados onde os estudos sobre a preferência do consumidor demonstram que a cortiça continua a ser o vedante de eleição nos vinhos que consomem.

A juntar a estes dados, a OIV diz ainda que o consumo mundial também vai aumentar, prevendo-se chegar aos 245 milhões de hl.

No que toca ao comércio, a OIV refere que se está a vender por mais valor em 2013 os mesmos hl vendidos em 2012. Para 2013 apontam 98,1 milhões de hl para 25,6 mil milhões de euros, sendo que no ano anterior para quantidades idênticas, os valores não foram além de 25,3 mil milhões de euros.

Os EUA são agora o maior importador de vinho (ultrapassaram o Reino Unido e aumentaram em quase 10 por cento); o Reino Unido surge em segundo, seguido pela Alemanha. O Canadá e a China surgem em 4º e 5º lugar respectivamente, com aumentos na importação de 10 e sete por cento, respectivamente. Estes cinco importadores totalizam um valor de 13 mil milhões na compra de vinho, por ano.

No entanto, os países que registaram um maior aumento nas importações foram o Japão, o Canadá e a Austrália, com uma nota positiva também para a Polónia e Lituânia.

Ao realizar a análise por continente verifica-se que a Europa, embora ocupe o primeiro lugar com 47, 3 por cento e 12 mil milhões de euros, registou uma subida de apenas 4,3 por cento. O continente que mais cresceu ao nível da importação foi a Oceânia com 14,2 por cento seguido pela América do Norte com 9,9 por cento.

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