Sobreiro é a Árvore Nacional

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Diario Económico

Desde a passada quinta-feira que o Sobreiro é a Árvore Nacional de Portugal. Este acontecimento surge com a aprovação, por unanimidade, de um projecto de resolução apresentado na Assembleia da República e teve a ajuda de uma petição pública que reuniu mais de duas mil assinaturas.

Eis alguns dos argumentos utilizados na resolução e que demonstram a importância deste espécie para o nosso país. “Em Portugal, segundo o último Inventário Florestal Nacional (2005/2006), a floresta ocupa mais de 3,45 milhões de hectares, sendo o sobreiro responsável por mais de 716 mil hectares (23% do total nacional e 32% da área que a espécie ocupa no Mediterrâneo ocidental). E se a floresta está na base de um sector que é responsável por mais de 10% das exportações nacionais (no final de 2010, era já o 3.º principal cluster exportador) e 3% do PIB, o montado de sobro assume uma importância impar no país, particularmente no Sul de Portugal, onde constitui a última barreira contra o avanço da desertificação, para além do que a cortiça – o produto mais nobre do montado de sobro – está na base da única fileira da economia em que Portugal é líder mundial na produção, transformação e comercialização. Portugal produz cerca de 200 000 toneladas de cortiça por ano (mais de 50 % do total mundial). Constituindo um agro-sistema secular de características ímpares, o sobreiro reveste-se como a essência de um ecossistema fundamental para a conservação da biodiversidade e de espécies ameaçadas, como o lince ibérico ou a águia-imperial ibérica e, por esse motivo, o montado de sobro é um dos habitats prioritários para a conservação da biodiversidade na Europa, segundo estudos desenvolvidos pela World Wildlife Fund (WWF), organização internacional de conservação.

O montado e a cortiça são, pois, o fruto de um compromisso entre gerações, e exemplos de sustentabilidade, concretamente pela demonstração de como um sistema agro-silvo-pastoril tradicional pode ser sustentável, preservar os solos e, desse modo, contribuir para evitar a desertificação e consequente despovoamento/desordenamento do território.” “O sobreiro (Quercus suber Linnaeus, 1758) é uma árvore mediterrânica com origem na Era Terciária, existente desde a formação da bacia do Mediterrâneo, há mais de 60 milhões de anos, e pertencente à Ordem Fagales, Família Fagaceae e Género Quercus, sendo um endesmismo do sudoeste da Europa (Portugal, sul de Espanha, sul de França, Itália e noroeste da antiga Jugoslávia) e do norte de África (Marrocos, Argélia e Tunísia) ”, ainda pode ler-se na mesma resolução.

Para o presidente da Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor), António Rios de Amorim,“o sobreiro também é o símbolo do nosso esforço empresarial; o sobreiro sempre foi e sempre será, nas famosas palavras do Professor Vieira da Natividade, uma árvore que muito dá e pouco pede.” Neste sentido, o empresário apela para que “saibamos, como empresários, mas também como cidadãos do país líder mundial no sector da cortiça, continuar a dar o nosso esforço profissional e pessoal na divulgação e acérrima defesa do Montado e dos nossos produtos, que sempre serão o garante da vitalidade deste símbolo de Portugal.”

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