Sobreiro: o carvalho português

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Diario Económico

O sobreiro e a sua importância para as várias regiões do país foi um dos painéis das 1ª Jornadas Técnicas sobre os Carvalhos que decorreram no passado fim-de-semana, no Museu de Vilarinho da Furna, Campo do Gerês em Terras de Bouro, em pleno coração do Minho e no Parque Nacional da Peneda-Gerês. O dia em que a Quercus celebra, também, o dia da floresta autóctone serviu de mote para a sensibilização das várias espécies de carvalho, incluindo o sobreiro, com acções diversas: palestras, debates, degustações de produtos da floresta, apanha de sementes e uma acção de plantação de árvores autóctones com os músicos, Rui Reininho, dos GNR, e Simão Praça, dos Turbo Junkie.

No painel dedicado ao sobreiro, foi apresentado o projecto Green Cork (que visa a reciclagem de rolhas), a inovação e os produtos da indústria da cortiça e as boas práticas e cidadania nas florestas (testemunho dos Escuteiros de Portugal).

A Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor) participou neste painel com uma apresentação sobre o “Sobreiro Árvore Nacional – do Sul ao Norte” demonstrando a importância desta espécie para o país, quer a nível económico, quer ambiental e social.

Das ideias transmitidas, a Apcor reconheceu que “no cenário médio e longo prazo, o montado de sobro pode ser intensificado no Norte do país, para além da sua forte presença no Alentejo e Algarve.” Esta visão decorre dos estudos feitos em termos de alterações climáticas que evidenciam condições adequadas ao desenvolvimento desta espécie florestal na região Norte.  

Nestes dias celebrou-se, ainda, o 2º Encontro Green Cork/Floresta Comum, um projecto que visa a recolha e reciclagem de rolhas de cortiça. O encontro foi co-organizado pela Quercus em colaboração com a entidade financiadora, a Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem Cávado e Ave (ATAHCA), e a Associação de Compartes do Campo do Gerês, o Município de Terras de Bouro, a Ordem dos Biólogos, a AMO Portugal e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Esta parceria surgiu com o objectivo de fomentar a reflexão sobre a importância da preservação, valorização e incentivo à plantação de espécies autóctones e a divulgação dos carvalhos na sua importância para a economia local, a fauna e flora a ele associada e as manchas de carvalhais no território.

De registar que o sobreiro é a segunda espécie portuguesa, segundo o último Inventário Florestal Nacional, ocupando uma área de quase 737 mil hectares, com 23 por cento do total nacional. A maior concentração da espécie encontra-se no sul do país, quase 90 por cento entre Alentejo e Algarve, sendo que a produção da cortiça ronda anualmente cerca de 100 mil toneladas. Dentro da fileira florestal, a cortiça assume 13, 5 por cento do Valor Acrescentado Bruto (VAB) sectorial, 0,3 do VAB nacional e 1,6 do VAB industrial, contribuindo, ainda, com 20,5 por cento para as vendas nacionais para o mercado externo e representando, ainda, dois por cento das exportações globais de bens nacionais.

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